sábado, 17 de dezembro de 2011

Casamento, amor e religiões.


De todos os altares, tu és o altar mais lindo e mais frondoso. O altar mais colorido de amor, e o mais florido tu és. Família, a representação do altar da vida humana, raiz de todas as folhas, aroma verdadeiro das rosas mais cheirosas. E brilha na constelação em que se enquadra este pequeno planetinha mais uma estrela, mais um altar de amor. Hoje nasceu mais uma Família.

Religião, o religare das almas com sua transcendência, a junção dos espíritos em sua trajetória terrestre. A religião é o momento da união do EU individual e humano com o Eu divino, com a fagulha eterna do Pai que habita em nós, o espírito. Todas as religiões são fragmentos de luz de uma só estrela, todos os caminhos levam ao Divino Professor, as diferenças teológicas, culturais e práticas são exclusivamente técnicas pedagógicas diferenciadas que o Pai promove para melhor alcançar seus filhos em todos os cantos, respondendo de diversas formas às diversas necessidades de aprendizado de cada povo ou coletividade humana.

Porque falar de dois assuntos tão grandiosos num só momento?

Minha inspiração surgiu ontem, dia 16 de Dezembro de 2011, quando fui convidado a presenciar a união de um casal em matrimônio, numa celebração católica. Mesmo não sendo praticante da religião Católica, sinto um respeito enorme por sua beleza ritualística e seu fundamento Cristão. Eu que sou crente da Doutrina Espirita Cristã, na sua representação na Lei de Umbanda e sou filho de um ilê axé, ou seja, sou membro de uma família que se une pela crença das forças da natureza divinizadas nos Orixás, sinto-me tocado por tão singelo e profundo ritual como é o Santo Sacramento do Matrimônio, na Igreja Católica Apostólica Romana.

Durante o ritual religioso, naquele templo majestoso que é a Basílica do Sagrado Coração de Maria, no Méier, senti como nunca a presença de uma trama Divina que envolveu os noivos, seus familiares e todos que estávamos ali presentes. Estes noivos, tão belos que juntos formam uma perfeita harmonia física e mental, em suas diferenças principalmente, transmutavam-se em uma só figura ao se unirem perante o altar de sua fé. Já na entrada da noiva, que ocorreu da forma mais clara que todas as noivas esperam, com um abrir de portas da Igreja inesperado e o clarão dos olhos de todos os que a aguardavam ansiosos, vi de longe a primeira cena impressionante. O noivo, destacado em sua posição no altar, vislumbrava sua futura esposa com uma alegria e orgulho únicos. Sem perceber, realizava movimentos afirmativos com a cabeça e lhe lançava um olhar de cumplicidade e alegria que verdadeiramente só puderam ser entendidos em sua totalidade por sua amada, que já chegava com os olhos marejados, cansados de tantas lutas para que aquele momento ocorresse perfeitamente.

Foram muitos momentos alegres que vi, já quando eram declarados esposos, a noiva nos surpreendeu a todos pedindo a palavra e dedicando a seu amado uma bela canção. Uma canção que falava do amor físico que os unia e do amor divino que seria seu objetivo e seu amparo em todos os momentos. Não me recordo, talvez pela emoção do momento, dos versos, mas sempre carregarei comigo a beleza deste conceito, o amor que une as criaturas e as fortalece, unindo suas virtudes em favor de sua caminhada nesta existência tão delicada e tão difícil que é a vida humana.

Tantos foram os belos pensamentos que me invadiram naquele momento. Pensei no próprio padre, que de tudo abdicou para estar ali e ser o condutor de tantos neste caminho maravilhoso, pensei em como o amor se apresenta de diversificadas formas às criaturas, lembrei de todos os sacerdotes de todas as religiões que já presenciei, todos com uma semelhança incrível, a sincera alegria pela possibilidade de elevar a vida de outrem Aquele que é representado a si como sendo seu Deus, sua transcendência. Lembrei de outros rituais religiosos que me tocam profundamente, desde os ritos de morte das culturas africanas de raiz Iorubá, os quais só conheço de leituras e lendas, até os rituais de cura e libertação que são muito similares entre as igrejas evangélicas neo-pentecostais e os antigos terreiros de Umbanda chefiados por espíritos de elevadíssimo grau que se apresentam em ambos como simples obreiros do Senhor ou como índios de origem humilde das matas desse nosso país.

Sem dúvida, naquele momento sublime, senti uma certeza indubitável, que o maior dos Sacramentos é o do casamento, porque dele nasce um núcleo de ação e dinamismo do Cristo para com seus filhos, a Família.


                                 

                                         


Se todas as religiões representam a própria vida, e todas possuem seus altares com o equilíbrio majestoso de Deus, este é o mais novo altar da vida, esta é a mais nova família que Deus criou para prosseguirmos na nossa missão de lutar, amar e caminhar cada vez mais a caminho Dele próprio, nossa origem e nosso fim. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Namoradas

O amor me tomou num susto...
Foi numa noite de carnaval, num ano já algo distante, quando pela primeira vez vi-me abraçado numa mulher, então menina. Os lábios dela eram sabidos dos beijos e seus olhos eram suspeitos, mas essa mulher, que me deslumbrou num instante despretensioso, encharcou meu coração de amor desde a primeira vez que a vi naquela camisola tola e infantil. Novamente me encharcou a alma quando se foi embora, num dia de natal, me deixando menino ainda, sem presente, sem amor, sem nada.

A paixão me tornou homem...
Numa noite qualquer, cheirava a perfume sedutor e cigarros. Beijava-me com tamanha força que eu mesmo não acreditava nela.  Ensinou-me os caminhos que trilhei maduro, nas estradas dela e de outras, e se ria de mim por me achar um homem tão forte, que se assustava quando me conhecia menino. Doce é ver como minha seriedade caia por terra quando essa mulher me pedia colo, e eu lhe dava, por que brincávamos e ríamos. Toda paixão termina em morte, a minha terminou e renascimento, como a do Salvador. De repente, depois do menino apaixonado, descobri-me homem magoado de tamanha forma que repeli aquela dama de cabelos loiros, por ciúme de tudo e de mim mesmo. Não percebi que nessa nova vida, a vida real, os amores não caminham somente pelas praias de mãos dadas, mas se entregam as mulheres valorosas e firmes. Tolo, hoje eu assisto orgulhoso a essa mulher se transformar na grande amada, de outros amores que eu não fui.

A candura me incendiou ...
Quando de tudo eu esperava menos amor, uma flor se acendeu desabrochada em minhas mãos. Dizia-se menina de hábitos caseiros, mas rapidamente seus olhos sorrateiros me mostraram a sua falsa ingenuidade. Entreguei-me rapidamente e rapidamente me esquivei, porque de longe já conhecia os cantos e encantos das sereias. Encontrou-me flagelado, de tamanha forma que me senti encantado com seus devaneios. Passava as noites em claro lhe ensinando a viver, enquanto de dia passava traído, aprendendo de vez a maldade que há nos corações das mais doces criaturas, coisa que ninguém deveria aprender jamais.







“E me estimo mais, ainda, a mim próprio 
Que estou só, feliz e só, com os meus amigos e com a minha boemia discreta.
(Vinicius de Moraes)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011


Apaixonar-se

Apaixonar-se é assim, como num jogo de roleta, de repente você está passando distraído e num impulso lança mão de suas fichas mais preciosas numa aposta, a roleta gira, gira rapidamente, não para você que observa lentamente a bolinha desejada pular e rebater revolta em todos os cantos da giratória. Neste instante interminável você imagina o que pode acontecer se a bolinha cair onde deseja, você imagina uma felicidade incrível e ao mesmo tempo ensaia um sorriso triste de pensar na derrota.

Então ela para, inevitavelmente ela para, seria melhor a expectativa eterna da esperança, você imagina, mas às vezes ela para num número mágico, aquele número em que você apostou todas as suas fichas. Os risos e alegrias são incomparáveis, o primeiro beijo, aquele segundo mágico entre a incerteza e a certeza do primeiro beijo quando já se sente o aroma da respiração alheia mas ainda não se tocaram os lábios. A bolinha caiu para você. Num futuro possível, e até comum, você perde todas as suas fichas numa nova tentativa de ganhar mais ou simplesmente transforma sua vida com os louros da vitória merecida pela audácia e coragem de jogar. Mas nem sempre é assim, na verdade quase nunca é assim.

Se a vaidosa bolinha miúda decide cair noutros números e lhe retira de assalto aquele suspiro decepcionado, não se entristeça, a culpa não é da bolinha rebelde, não é sua também, pois triste é quem vive sem jogar a roleta da vida, nem são essas suas fichas definitivas, certo que a sensação de miséria interminável parece não ter cura e você se retira por um tempo da mesa prometendo não jogar mais, mas um dia suas economias estarão novamente repostas, a mesa estará lá, tão verdinha lhe esperando que você se esquece das derrotas e novamente atira ao veludo ganancioso todas as suas novas fichas. Tudo de novo, a bolinha (uma nova ou aquela mesma mais desgastada por jogos sem valor), a roleta, o jogo, talvez você possa ser cauteloso e jogar menos desta vez, mas a vontade de ganhar normalmente nos faz apostar mais, ainda mais, para compensar as derrotas passadas.

O fim, bem, não existe fim, a bela bolinha pode cair em qualquer lugar e a aposta pode ser intencionalmente alta a fim de se quebrar todas as bancas ou despretensiosa, como quem não quer nada, o que importa é não ter medo de jogar, pois as fichas acabam do mesmo jeito, mas a roleta da vida que gira trazendo novas e velhas bolinhas, essa não para nunca.





O importante é jogar!

sábado, 22 de outubro de 2011

Conjecturando

O dia está muito frio lá fora, todo Sol que se prometeu durante a semana fugiu para Búzios e eu aqui, com um café quentinho e o mundo inteiro na minha tela de computador. Nessas horas de confinamento preguiçoso nossas mentes costumam se esvaziar de conjecturas... Batata inglesa não engorda. As formas estéticas estão ultrapassadas. Ser feliz é ter fé. O bom mesmo é se curtir e saber viver consigo mesmo. Solidão não existe. Todo amor é ilusório.
Desde pequeno ouvi os mais velhos falando sobre conjecturas, sobre discussões intermináveis que terminam em grosserias e a velha frase “você fica conjecturando demais”. Nunca compreendi a totalidade desta palavra, conjectura, de tal forma que para mim, até hoje, servia como ofensa da maior natureza, daquelas que se jogam quando o interlocutor não faz ideia de como é importuna sua fala e sua motivação. Enfim, como não tenho nada melhor para fazer do que conjecturar, perco-me nas palavras e vou a fundo entender este verbo, que não era no princípio, mas no princípio quando era o verbo, o verbo conjecturou muito e deu no que deu... Nós.
Procurei nos velhos livros (Google) sobre sua etiologia, buscando aquelas explicações maravilhosas do latim, do grego ou outras línguas que ninguém sabe falar, explicações que nos ajudam a discorrer mais sobre palavras do dia a dia e lhes conferir uma importância que ninguém nunca reparou, até por não existir tal importância. Não há. Simplesmente os habitantes da Roma antiga ficavam discutindo e falando de conjecturas da mesma forma que nós, porque a origem desta doída é simplesmente essa, conjectura.
Neste momento, os casais se encontram nas praças, os passarinhos avuam nos galhos das árvores frondosas, os velhinhos nos asilos tomam suas sopas insuportáveis e assistem seus programas de sábado, igualmente insuportáveis, dançam os mendigos pelas ruas em busca de mais um prato ou um gole e, de uma forma simples e rara, todos estão felizes. Felizes por se saberem como são, por se entenderem em sua natureza simplesmente, o pássaro avua, o velhinho come sopa, o casal se encontra e o mendigo caminha a esmo, nada para se entender, para se estudar, nenhum conhecimento para se ampliar, nada. O exercício da vida é a prática do imutável, sem conjecturas, sem a necessidade de se explicar algo que nos incomoda. Conjecturar é isso, lançar afirmativas que tentam dar uma cor de novo a velhos sentimentos, reforma-los como novos e relança-los modificados tentando uma nova realidade que seja menos incomoda. Conjecturar é afirmar o que não se comprova, mas se deseja, é o que fazem os preguiçosos o bastante para mudar suas próprias realidades.
As formas estéticas são a representação do que se considera belo, assim como a própria moral, essas formas são variáveis de acordo com o tempo e o lugar e por assim ser, nunca estarão ultrapassadas, ultrapassado é o feio.
Viver só é impossível, quem só se curte só se curte por que não é curtido por ninguém. Nada na natureza é completo sozinho, nem os átomos que avuam como os pássaros, nem os mendigos, nem os velhinhos nos asilos, só os casais, que se interagem entre si e com outros casais...
Ter fé é acreditar no impalpável, amar é acreditar no impossível, ser feliz é ter certeza. Portanto ame, tenha fé, mas faça do seu dia um dia feliz, de serotonina pro seu corpo, coma, beba, goze a vida, Carpe Diem.
Batata inglesa engorda, isso nunca mudará... merda.




Mas os pássaros avuam .....

terça-feira, 7 de junho de 2011

Lágrima de Oxum

Caía uma lágrima de meu olho direito, era de amor. De uma forma mágica ela caiu e não se esparramou, se transformou em mulher, minha lágrima de amor. E de tão grande que é, Deus abençoou e me enviou as aguas doces de Oxum pra me ensinar do amor.
As lágrimas doces de Deus se escorrem pelas montanhas vistosas e se encontram no mar, me disse ela, e o mar é um só...
Essa menina lágrima, de olhos bem verdinhos pra chorar, era toda ela de amor feita, forjada no aço das paixões impossíveis e dos laços inquebráveis da amizade, o mais puro amor. Era tão doce que seria impossível lhe provar, era tão suave que flutuava dentro de si mesma. E soluçava, tão assim baixinho que seu pranto era como o orvalho que cai nas matas e beija as folhas de Jurema, a árvore sagrada.
Então, num movimento rápido, passou a dançar...
Como se fosse o Sol, brilhava em si todo fulgor da vida, e era a própria vida impregnada em mim que me fez dançar também, rufavam tambores angolanos de um lugar qualquer, e numa negritude inconfundível comecei a sambar.
E o samba assim, como delírio, me fez passear por todos os meus dias, relembrar as harmonias dos meus choros infantis, ai que saudades de quando se chorava por tão pouco, por sono ou fome somente.
Mas o samba se acabou, a noite chegou e minha lágrima parecia tão triste.
Tomou minhas mãos nas suas e se orvalhou numa brisa.
Enquanto eu procurava senti-la ainda, me soou aos ouvidos uma canção:

Vai, e segue em frente meu amor
Que o teu amor é tão puro quanto belo
E ilumina tudo aonde passa

Vai meu amor, que o dia acaba e outro começa
E os amores se vão entre as folhas
Mas o coração permanece nas raízes

Vai, começa teu dia com outras histórias
Que o amor maior ainda
Recomeça sempre em uma eterna ciranda

Canta, canta e canta
Que o amor, como criança.
É lágrima de esperança.

Esse pequeno conto vai pra uma menina que é toda amor, tão linda que parece uma lágrima, uma lágrima de Oxum.

sábado, 5 de março de 2011

É Tri... É Tri... é TRINTA!!!

No ultimo dia 03 de março, quinta-feira, exatamente às 6h 15min completou-se trinta anos desde aquela terça feira ensolarada de carnaval em que eu nasci...
Não deu no rádio nem na tv, o Boechat não comentou no noticiário das 8h nem o Willian Bonner fez uma menção no JN, mas neste dia tão animado eu e muitas outras pessoas ficamos muito felizes por Deus ter nos permitido a todos que minha vida se prolongasse até aqui.  Não que eu tenha uma vida frágil, ou tenha corrido algum grande risco de morte ultimamente, mas convenhamos que morando numa cidade um tanto violenta, com esses últimos desastres naturais, com tantas mulheres lindas e casadas com maridos violentos e, ainda mais, com a torcida do Flamengo aumentando cada vez mais, posso concluir que sou de certa forma vitorioso de completar trinta carnavais (até porque trinta primaveras eu só completo no fim do ano, e fica meio estranho né, prefiro trinta carnavais). Somando isso à obesidade, tabagismo e o estranho hábito de rir de tudo mesmo nos momentos inoportunos, me considero um Highlander.
Brincadeiras à parte (pois não estão incluídas no rodízio), não vou ficar agradecendo aqui aos que me telefonaram, me enviaram e-mails, scraps, testemunhos ou aos que publicaram no meu mural (ainda vou descobrir aonde fica esse mural). Também não vou lembrar de todas as alegrias e mazelas que me ocorreram nesses últimos trinta verões. Não vou homenagear os amores que tive e que se foram, nem os amigos queridos que me acompanharam. Não que não tenha consideração, nem seja um completo ingrato, a verdade é que a amizade não se agradece e não se pede, graças a Deus tenho amigos de verdade, até porque sou um amigo de verdade. Tenho pessoas grandes ao meu lado, grande pessoas que chegam todos os dias (o pessoal do novo emprego a cada dia me conquista mais).
 Quero agora é comemorar os anos que vem pela frente, quero comentar o fato de que aos trinta anos eu ainda tenho tanta coisa grande pra conquistar que não posso ficar aí parado (com licença Raul), eu tenho o mundo inteiro pra visitar, mais pessoas para conhecer, para ajudar, para aprender e até ensinar, eu tenho um ser humano inteiro para melhorar e aprimorar (eu mesmo) e não posso perder tempo com nostalgia, pensando no que se foi ou no que a vida poderia ter sido. Prefiro me focar no que a vida realmente é, e no que será, o que só depende de mim, correto?
Agora é dizer adeus, adeus aos trinta anos que se passaram, dizer que esses anos ficarão sempre na minha memória, guardados para as horas em que eu precisar das experiências passadas para as vivências futuras. Dizer adeus às ex-namoradas, com os sinceros desejos de que elas não se esqueçam de mim e sempre se arrependam de não estar mais aqui. É hora de fechar o álbum de fotografias e inaugurar um novo. É hora de convidar os amigos, não para a festa de comemoração da vida passada, mais para a grande celebração da vida futura.

Enfim, depois de tudo isso... é big, é big, é big, big big!!! Rá, tim, bum!!!!
Muito obrigado a todos pela festa surpresa no trabalho, pelo cachorro quente com tequila em casa e pelos dias felizes que virão!

Frase dos últimos trinta anos:
Felicidade não se busca, não se espera e nem se lembra. Felicidade se sente.


Tinha um menino atrevido apagando as velas antes de mim...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Enfim BLOG!

Bem amigos... é assim que se começa?

Não sei se aparece a hora em que o texto foi escrito, se não, já é perto das quatro da manhã e eu acho que tive uma ideia, vou fazer um Blog. Não que esta ideia nunca  tenha me ocorrido. Mas hoje acredito que esta ferramenta possa me servir mais, talvez agora eu possa tomar coragem (deixando de lado um pouco da preguiça) e comece a escrever mais.
Não que eu nunca tenha escrito nada, quem me conhece (e agora quem não conhece também) sabe que eu sempre gostei de escrever mas me limitava a textos guardados nas gavetas ou em subpastas escondidas no HD. De um tempo para cá comecei a postar umas coisinhas no universo virtual, um poeminha ali, uma crônicazinha acolá e por vezes alguém gosta, alguém comenta.
É óbvio que "blogar" não é uma profissão (pelo menos no meu caso) nem tampouco imagino que vou melhorar o mundo de alguma forma escrevendo aqui as insanidades que me vem a cabeça, imagino que "blogando" eu poderei fazer mais bem a mim mesmo do que a outros, descarregando ansiedades e delírios num papel virtual, numa carta sem destinatário, numa lousa sem alunos... Enfim, aos que quiserem ser destinatários dessas cartas, leitores desses delírios e tudo mais, sejam bem vindos!






Uma singela homenagem a minha inspiração...
Aquele que fez da palavra escrita um bem social e popular,
Aquele que tornou a poesia popular e o samba erudito!
Salve Vinicius de Moraes! Sua benção!