quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Oração de Novo Ano


Rendo graças ao Criador das coisas. Me curvo diante Daquele que fez brilhar o Sol e por consequência a Lua e faz iluminarem as estrelas e o dia e tudo que é.

Deito minha alma em seu colo infinito e sorrio, respiro seu hálito de amor incondicional.

Vejo renascerem todas as maravilhas em todos os momentos, vejo a mim mesmo renascer todos os dias. 

Neste dia de tanta graça, observamos o mundo renascer em alegria e fé. Cremos que tudo renasce no momento em que se conta o tempo em sua balada irremediável. Mal sabemos que tudo renasce sempre, em todo instante. Não existe o futuro nem o passado, somente o instante presente que pulsa a  cada mover de folha, a cada piscar de olhos, a cada beijo de criança e em cada fração de luz que nos vivifica a face.

Olho para o céu infinito e para mim, infinito também que sou, eterna criatura de Eterno Criador.

Vejo a fé dos momentos de cansaço, recompensada pelos momentos de repouso. Vejo minha fé recompensada por um momento tão sublime, um segundo, um instante e um sopro.

Meu pranto de alegria se ilumina, quando olho seus presentes para todas as criaturas, quando percebo que existe sua inteligência e sua sabedoria em todos os corações. Sinto sua palavra doce sair dos lábios de qualquer pessoa que sente em si o amor.

Tudo é simplicidade. Tudo é maravilha. Todas as maravilhas são simples diante Daquele que é arquiteto de todos os segundos.

Tudo é sabido, tudo é de Teu conhecimento. Desenhaste minha subida antes da queda, preparaste minha cama de paz antes do meu combate. Tens contigo o remédio antes que eu adoeça por minha própria ingenuidade.

E assim, simplesmente, vou caminhando sob teu olhar em cada novo dia e novo ciclo. A boa sorte me acompanha quando consigo manter-me firme sob sua Lei, a Divina Lei que brota de nossos corações intuitivamente, a bondade, o amor e a fraternidade.

Rendo graças ao Criador de todas as coisas, neste dia de alegria e em todos os outros dias, com a felicidade da certeza de que em todos os dias estarás comigo.



 Como se não bastasse toda sua obra e sua benção
Deu-me dois arco-íris para me iluminar. 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A Santa Trindade Moderna... Força, foco e fé

Será que é isso mesmo que quero pra mim? Ontem à noite, pensando no meu cansaço e em como quero que as coisas mudem, durante minha oração noturna surgiu um pensamento pequenino, uma fagulha de um entendimento que me trouxe, se não o alívio imediato, a vontade de fazer mais um dia.

Força, pra que força? Antes tenha bondade, pois forte mesmo é quem oferece o próprio sangue para o teu próximo, forte é quem sustenta seus pesares sem pesar a ninguém. Forte é quem se entrega sem medo à caridade sincera e ao amor com total desprendimento.

Tenha foco e deixe de ver as maravilhas da vida! Porque sempre que eu vejo alguém muito focado tenho a impressão de ver alguém que não mede atitudes e gestos para alcançar seus objetivos, alguém que não vê os obstáculos mesmo que os obstáculos sejam a paz e a felicidade alheia. Os grandes guerreiros tiveram muito foco, venceram grandes batalhas e inevitavelmente pereceram como tiranos. Antes de tudo, tudo veja, tudo analise, repense e saiba das consequências das suas ações. Antes do foco, tenha a paciência... Sabe-se que mesmo entre os guerreiros, mais venceram os que tiveram a paciência de atuar no momento oportuno e vencer sem a necessidade do conflito.

Fé... neste conceito moderno do “3F”, a fé é vendida como um mecanismo de vitória, algo que alimenta a boa sorte e rende os louros da vitória. Poderia passar páginas e páginas com exemplos de como a fé rende outros tipos de tesouros e não os da vida pragmática, cotidiana, mas vou me ater á fé em Jesus de Nazaré, talvez por ser este, como ser individual, aquele que mais possui seres humanos crentes na sua ideologia e verdade. Antes de ter fé em Jesus e esperar que Ele lhe traga a prosperidade, tenha a certeza de que entendeu bem a sua mensagem, saiba se a conduta pregada por Ele lhe convém e se é capaz de cumprir seu mandamento de amor ao semelhante. Antes de ter fé em Jesus, tenha a sua moral, a moral Cristã.


No mais, acorde cedo e trabalhe, compreenda, sirva sem pudor e ame muito, o resto é recompensa...



Primeiro a Bondade, depois a paciência e a moral, depois você terá sabedoria para ter Força, intuição para ter Foco e conhecimento para ter Fé!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Exortação a um homem de Deus



Um diálogo de Teresa (Sta. Teresa de Ávila) com Deus: — Senhor, se estou cumprindo Tuas Ordens, por que tenho tantas dificuldades no caminho? Deus respondeu: — Teresa, não sabes que é assim que trato os meus amigos? Teresa, honrando seu sangue espanhol, respondeu: — Ah, Senhor, então é por isto que tens tão poucos amigos!

Nas maravilhas do Universo, na criação das coisas estrondosas e impensáveis, bailam no espaço as vontades de Deus. Nada pode ser único, pois somente o criador é único e o Santo Espírito que é fruto Dele mesmo. Não somos sós em momento algum na nossa jornada evolutiva, temos nossas missões imediatas, nossos deveres mais profundos e sempre agimos em conjunto para alcançar as metas que nós mesmos nos destinamos quando imploramos pela nova experiência na matéria, o que chamamos de vida terrena.

Neste caminho que passa velozmente e é infinitamente pequeno diante da eternidade do espírito, vivemos cercados de luzes que nos completam e nos definem. As luzes vibram em diferentes matizes, umas são mais claras e resplandecentes, outras mais opacas e densas e ainda há outras que simplesmente são imperceptíveis a olho nu, não sendo contudo desnecessárias, pois tudo é necessário na bagagem imaterial que devemos carregar em nossas almas.

Os homens ditos “Homens de Deus”, são como um simples átomo e necessitam de energia positiva e negativa, assim como energias neutras, para servirem de base para toda uma explosão de modificações profundas na teia sutil da matéria que chamamos de coletividade humana, ou seja, nenhum homem pode ser realmente entregue a função de guiar almas encarnadas a sua origem Divina, sem experimentar em si próprio o que há de doce e amargo da natureza humana. Assim foi com o próprio Cristo Jesus, que encarnado escolheu doze homens para transmitirem suas premissas ao mundo, sendo traído por um deles.

Vejo hoje um grande homem de Deus, que traz consigo o amor descompromissado, a caridade sincera do sorriso e da fé. Vejo um homem que tem sofrido pela traição e ingratidão de pequeninos pontos de luz opaca. Nada de novo acontece neste momento. Todos os homens de Deus atraíram multidões de pequenos seres que se aproximaram com duas funções distintas, apanharem para sua própria evolução certo bocado de aprendizado e luz, pois sem esta nada seriam, e testarem sua força e fé com ingratidões, injúrias, falsos testemunhos e agressões.

Mas felizmente vejo um homem perfeitamente imperfeito, que é tão sagrado que se permite na condição de homem chorar, não por ódio, mas por compaixão dos que por um breve momento puderam ser seus companheiros de jornada, mas pelas vicissitudes humanas preferiram se manter inertes na condição de animal que ainda não é capaz de enxergar sua capacidade criadora de paz e bem.

Peço, pelo fragmento inútil da criação que ainda sou, que o Divino Criador conceda, se for de Sua vontade, um bálsamo de paz para este homem, que este tenha a perseverança de sempre e a coragem de sempre fazer o bem. Peço não por amor, que seria injusto, mas por crer que apesar dos caminhos dos homens de Deus serem tortuosos e obscuros, que nosso Pai Celestial possa abraçar seu coração e lhe manter com a força e o vigor que sempre teve. Para, assim na simplicidade da caridade Cristã que possamos continuar nossa batalha contra nossas próprias imperfeições e pelo amor aos filhos de Deus. 


Depois de ter escrito que percebi a imagem que se encontra no altar diante de Santa Teresa.

"Santa Teresa foi freira, menina de doze anos, escreveu ao Senhor Meu Deus que este mundo é um engano...
Valei-me minha Santa Teresa, Valei-me a Santa Isabel, valei-me o Sol e a Lua e as estrelas do Céu"

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O que vivi dos filmes: O Poderoso Chefão.


Saga “O Poderoso Chefão (I, II e III)”

Demorei muito para assistir a todos os filmes, na verdade só vi a segunda parte há alguns meses e a terceira hoje! Tantas lições poderosas nós podemos extrair desta estória maravilhosamente contada, como uma grande ópera, em três atos monumentais. Vou tentar ser breve com o que penso ser o grande tema desta obra. 

Hierarquia é algo importante, porém naturalmente o novo substituirá o velho um dia e, normalmente, esta substituição não se dará de forma serena. É muito difícil abrir mão de algum tipo de poder ou autoridade, por isso todos os sistemas sentem quando suas lideranças perdem um pouco de vitalidade e buscam, por vezes através da “revolução”, um novo caminho. Todo ser humano precisa de um líder, um conselho, um padrinho. Bons líderes são aqueles que sabem a hora de transmitir sua liderança no momento preciso –Vide Vito Corleone e Michael Corleone.

Todo homem deve possuir uma conduta baseada em valores, porém esses valores não podem ter tamanha rigidez que obriguem a atos bárbaros. Por vezes é necessário rever nossos próprios valores em detrimento às atitudes que devemos tomar simplesmente para demonstrar nossa dureza de princípios. Um “rei” extremamente rígido e cegamente justo tende à solidão e abandono.

Um homem de verdade deve ser educado e respeitoso mesmo com seus inimigos. Nosso maior inimigo é a nossa ansiedade e impetuosidade. Analise, ouça os mais sábios e saiba agir como uma lâmina no momento certo. Há momentos em que se deve tomar decisões, normalmente as mais duras e definitivas, com a responsabilidade de nossas consciências somente.

Bem, poderia ficar páginas e páginas aqui, mas não vou me alongar. Uma ultima grande lição – “Todo homem pode ser morto”, ou seja, saiba dialogar e proteger-se, saiba ouvir e defender-se, por ultimo, saiba quando atacar e o faça de uma só vez!

Boa Semana Galera!





Algum dia - e esse dia pode nunca chegar - Eu vou lhe pedir para fazer um serviço para mim. Mas até esse dia, aceite essa justiça, como um presente.
Don Vito Corleone




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A HISTÓRIA DO AMOR DO SOL E DA LUA


Antes do fim dos tempos
E do inicio de outros tempos
Vivia esta terra sob um único astro
Uma grande estrela de grande potência

O nome deste planeta era Água
Pois era todo cristalino
Com pequenas gotas de terra sobre si
E ali viviam pessoas perfeitas

Vivian nestas gotas de terra duas pessoas
E estes dois seres se fizeram amantes
Num tempo que amor era coisa desnecessária
Amaram muito, como há muito não se amava

E um dia a grande estrela mostrou-se fraca
Os dias da terra chamada Água seriam contados
Reuniram-se então os homens na terra e os Deuses nos céus
Muito pensaram mas não encontraram solução

Guardava o maior dos Deuses um belo segredo
Que era a energia capaz de restaurar o equilíbrio
E fazer ressurgir uma nova vida nesta terra
Que era só agua, mas se acabava em pouco

Foi então que a estrela apagou-se
Não haveria mais folhas, frutos e outras coisas
Não haveria mas vida, só silencio e nada mais
Os viventes nesta esfera não se assustaram

Todas as pessoas eram tão felizes
Tão imensamente perfeitas
Que já não se amavam mais
Sabiam pois de verdades maiores

No meio da noite escura, eterna
Surgiu então uma lágrima
Um choro de dor incompreendido
Eram Adryane e Cesco, os dois amantes

De tanto amarem-se, sofreram
Pois na noite escura temiam morrer
E não poderem mais se tocar se amar
Choraram e louvaram aos Deuses que desconheciam

Foi que então o mundo inteiro sentiu
Uma leve angústia, pois perceberam
Quanto tempo haviam perdido
Em tanta perfeição e ciência, mas sem amor

E todos choraram juntos
E todos louvaram juntos
E juntos seus prantos alcançaram os céus
E tocaram o coração de Deus

Aconteceu então que o Grande criador
Na sua infinita bondade concebeu
Que haveria saída para uma redenção
E propôs ao povo o maior desafio

E o povo recebeu o bálsamo do amor
E todos voltaram a amar tão imensamente
E de gosto entregaram ao Criador em  sacrifício
O amor dos dois maiores amantes

E foi assim que Adryane e Cesco se separaram
E se tornaram dos grandes astros no céu
Equilibraram Mar e Terra e refizeram o balanço das ondas
E sepultaram-se no chão do firmamento

Vivem hoje se amando eternamente
Cesco, o Sol incandescente que clareia o dia
Adryane, a Lua clara e fecunda que abençoa os amantes
E passam os dias procurando-se no rastro do céu infinito

Brila Sol, brilha Lua em seu amor
Em sua procura por um amor antigo
Transmitem amor a todos os viventes
Salve o Sol e salve a Lua, e salve todo o amor.



Vou rodar o mundo, em busca de minha Lua sem saber 
em que por do Sol renascerei. 




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CARTA PARA COSME E DAMIÃO


Prezados Cosme e Damião,

Venho lhes pedir, sem cerimonia, que olhem um pouquinho por nós, os adultos. Não que eu pense que nossas crianças não necessitem do seu auxilio, mas tenho em meu coração o desejo de que seu olhar sereno se volte um tantinho só para esses que por tanto tempo lhes dedicaram as palmas, as brincadeiras e os doces.
Explico-me sem demora. Vejo por aqui na nossa terra certa carência, como um grito contido de choro de menino que ecoa pelos corações tão machucados dos meus irmãos e irmãs. Vejo aflitos os olhos dos homens de barba grossa, como infantes que observam seus brinquedos serem subtraídos de si. Nos homens que andam nas conduções, trens, ônibus e vans, percebo uma solidão calada, uma vontade de interagir, de se olhar e se tocar. Mas esta tal vontade hoje é mantida nas escuras pelas obrigações do mundo moderno: O sucesso, a vitória, o conforto, enfim percebo que o homem para ser considerado “bem sucedido” tem que se furtar de tantas coisas boas que só menino é que sabe. Um “bom dia amigo”, um aperto de mão e um abraço hoje são medidos e matematizados, temos então livro e curso pra tudo, com o objetivo de alcançar o tão sonhado sucesso... Hoje em dia até os risos são planejados, em volume, tom e momento.
E as mulheres, que saudades de quando eram só babadinhos e saias rendadas, de quando sonhavam com um príncipe que só precisava ser encantado. Hoje o príncipe, coitado, tem que ter “currículo”, tem que ser cool, ter bom gosto para carros e vinhos, tem que ser e ter tantas coisas que o príncipe da Branca de Neve se divorciou e hoje mora com um dos sete anões. Dizem que são felizes mas o anão reclama às vezes pois o tal príncipe é "romântico" demais.
Enfim meus Santinhos, eu lhes peço que olhem um pouco por nós, seus eternos amiguinhos. Se muito ocupados, dividam-se (afinal são dois) e acordem nossas crianças, façam-nos novamente de pés descalços, façam brotar do chão a terra batida nas nossas ruas, para que possamos brincar e correr atrás dos seus doces. Cultivem em nossos corações a inocência dos tempos passados, dos tempos em que o amanhã era só curiosidade e alegria. Criem em nossos corações tão cheios de belezas e seduções materiais a antiga ternura dos primeiros beijos, das cartas perfumadas e dos bilhetinhos anônimos das quermesses. Mas se no fim de tudo, perceberem que nossa geração está perdida, façam dos nossos pequeninos homens melhores que nós, que eles possam um dia nos surpreender com a capacidade de amar e de sorrir pelas pequenas coisas, para que possam voltar a servir de presente para as namoradinhas as margaridas dos jardins.

Com muito carinho, de seu sempre amigo, fiel e protegido.




PS.: Se estiverem, aí pelo Céu, com seu primo Cupido, peçam que tenha mais cuidado... OK!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A minha fé


A minha fé. Qual é a minha Fé!

Perguntamo-nos todos os dias sobre o que nos move neste mundo. Queremos crer em algo invisível que justifique nossa moral, nossos medos e nossa eterna dúvida se estamos sós neste mundo e se tudo é só mera equação química que nos torna tão únicos. Creio que devemos fazer sempre o exercício do questionamento. Devemos perguntar a nós mesmos qual a nossa motivação para viver a cada dia. O que procuramos, quais são os nossos objetivos nesta vida.

Eu sou Cristão

Ser Cristão é mais simples do que se pensa, na minha humilde opinião. Porém viver como Cristão é muito mais profundo do que simplesmente crer-se como fiel da fé em Cristo, é mais profundo do que apenas ser crente (aquele que crê). Ser Cristão, creio, é carregar em si a insígnia dos que seguem a Cristo, não basta crer apenas. É necessário envolver-se, transformar-se e permitir-se viver sob os ensinamentos do mestre de Nazaré.  Nunca é simples o caminho dos que escolhem entregar-se ao modus vivendi do Cristo em confronto com as necessidades físicas e sociais da vida humana. Somos almas encarnadas nesta terra, encarceradas nesta maravilhosa criação que é o corpo humano, porém limitados diante das capacidades infindáveis do espírito, nossa natureza única e nossa condição primordial.
Ser Cristão não nos torna melhores simplesmente pela crença na vida e na vitória de Jesus de Nazaré sobre a morte corporal. Ser Cristão nos confere as ferramentas para a transformação íntima que santifica nossas ações diariamente. Uma palavra, um ato, um olhar e, principalmente, um silencio fazem de nós verdadeiros Cristãos.
Ser verdadeiramente Cristão é, finalmente, sobrepor a lei de amor, caridade e fraternidade ensinada pelo Cristo às nossas tendências humanas, o ódio e a procura incessante da satisfação dos nossos desejos materiais. Esses sim, nossos desejos mais animais, são meras ferramentas bioquímicas de manutenção da espécie. Sem a busca pelo prazer erótico ou gustativo, através do sexo e da alimentação, não poderíamos evoluir como espécie, porém agora é hora de mudança, é hora de buscar o Pão da Vida e a fecundidade do Espírito. É hora de descobrir  o que nos define – A procura do sucesso na saciedade de nossas tendências materiais ou a busca da sublime felicidade que advém da percepção do Deus que há em si e em nosso próximo e em tudo que existe.

Sou espírita

          Creio na eternidade da alma, nas infindáveis moradas do Pai. Na vida extracorpórea e na continuidade da vida após a morte material. Creio que somos espíritos encarnados com a finalidade exclusiva da evolução pelo aprendizado. Sinto que o aprendizado se dá, como diria Emmanuel, pela ação do elemento água em nossas vidas, seja pelo suor do trabalho edificante ou pela lágrima inevitável do sofrimento expiador. Ser espírita é muito mais do que simplesmente crer nas encarnações sucessivas ou mesmo na comunicação, através das faculdades mediúnicas, com outros espíritos que se encontrem libertos do plano material. Ser espírita é ter a certeza de que nossas ações e pensamentos se somam no universo de nossas almas, e tudo que pensamos e fazemos torna-se nosso tesouro interior, muito maior do que os tesouros que podemos amealhar nesta curta experiência física que se dá entre o ventre e o túmulo.

Sou Umbandista


                Creio na humildade como a maior demonstração de evolução espiritual. Creio que vivemos acompanhados pelas boas intuições de nossos antepassados. Não posso conceber que todo espirito de Luz apresente-se somente sob a imantação de estereótipos de alta condição social na terra. Creio na luminosidade Divina existente nos sábios Pretos e Pretas Velhas, na capacidade educativa e protetora dos Caboclos das Matas e na pureza e grandiosidade existentes nos sorrisos e nas mãos dos querubins que se apresentam simplesmente como pequeninos mestres, as crianças da beira da praia, das matas e cachoeiras. Sou Umbandista porque acredito na transmutação mágica dos elementos unidos aos pensamentos para o subproduto da Luz, da cura, da paz e da boa sorte. Sou Umbandista porque creio no Karma como lei inevitável, porém não aceito a tristeza e o sofrimento, acendo minhas velas, imunizo-me nas defumações e nas oferendas contra as energias mal trabalhadas do ódio e da inveja, dos espíritos ignorantes do espaço invisível. Sou Umbandista porque procuro acima de tudo a felicidade, através da simplicidade da dança alegre dos camaradas dos sertões ou das gargalhadas dos compadres que nos vem proteger e ensinar o bom caminho através dos revezes da vida humana cotidiana.

Sou Candomblecista


                Sou homem de Axé, porque creio no infinito Deus que é tão grandioso que confere vida a todos os elementos, dando-lhes impulso de vida em todas as suas formas e naturezas materiais. Sou Candomblecista porque creio na existência dos Orixás, Inquices e Voduns como forças inteligentes que mantém o equilíbrio da vida humana e nascem em nós quando somos concebidos pela natureza divida, fazendo parte de nossa própria essência por todas as encarnações que vivemos na terra. Sou crente da fé negra oriunda do coração da humanidade porque creio que podemos nos unir a nossa transcendência, nossa natureza mais pura que é nosso Orixá, através do sagrado ritual do renascimento, de reforma interior e de humildade que é a iniciação do orixá. Sou de Axé porque creio no axé como energia de vida, como força que une os orixás imantados nos elementos da criação e os viventes que desfrutam desses elementos para a manutenção de sua existência material. Sou Candomblecista porque creio na intervenção e na misericórdia dos Orixás, por ordem de Olodumare, nas nossas vidas, fazendo com que sejamos seres que buscam a força do equilíbrio da vida, da saúde, da boa sorte, da fecundidade e da boa colheita. Sou Candomblecista porque procuro a felicidade da simplicidade e do amor fraternal através da alegria de louvar nossos ancestrais e as forças sublimes da natureza.





É tão simples ter fé!

O que você procura? O que você é?