Um diálogo de Teresa (Sta. Teresa
de Ávila) com Deus: — Senhor, se estou cumprindo Tuas Ordens, por que tenho
tantas dificuldades no caminho? Deus respondeu: — Teresa, não sabes que é assim
que trato os meus amigos? Teresa, honrando seu sangue espanhol, respondeu: —
Ah, Senhor, então é por isto que tens tão poucos amigos!
Nas maravilhas do Universo, na criação
das coisas estrondosas e impensáveis, bailam no espaço as vontades de Deus. Nada pode ser único, pois somente o criador é único e o Santo Espírito que é fruto
Dele mesmo. Não somos sós em momento algum na nossa jornada evolutiva, temos
nossas missões imediatas, nossos deveres mais profundos e sempre agimos em
conjunto para alcançar as metas que nós mesmos nos destinamos quando imploramos
pela nova experiência na matéria, o que chamamos de vida terrena.
Neste caminho que passa
velozmente e é infinitamente pequeno diante da eternidade do espírito, vivemos
cercados de luzes que nos completam e nos definem. As luzes vibram em
diferentes matizes, umas são mais claras e resplandecentes, outras mais opacas
e densas e ainda há outras que simplesmente são imperceptíveis a olho nu, não
sendo contudo desnecessárias, pois tudo é necessário na bagagem imaterial que
devemos carregar em nossas almas.
Os homens ditos “Homens de Deus”,
são como um simples átomo e necessitam de energia positiva e negativa, assim
como energias neutras, para servirem de base para toda uma explosão de
modificações profundas na teia sutil da matéria que chamamos de coletividade
humana, ou seja, nenhum homem pode ser realmente entregue a função de guiar
almas encarnadas a sua origem Divina, sem experimentar em si próprio o que há
de doce e amargo da natureza humana. Assim foi com o próprio Cristo Jesus, que encarnado
escolheu doze homens para transmitirem suas premissas ao mundo, sendo traído
por um deles.
Vejo hoje um grande homem de
Deus, que traz consigo o amor descompromissado, a caridade sincera do sorriso e
da fé. Vejo um homem que tem sofrido pela traição e ingratidão de pequeninos
pontos de luz opaca. Nada de novo acontece neste momento. Todos os homens de
Deus atraíram multidões de pequenos seres que se aproximaram com duas funções distintas,
apanharem para sua própria evolução certo bocado de aprendizado e luz, pois sem
esta nada seriam, e testarem sua força e fé com ingratidões, injúrias, falsos
testemunhos e agressões.
Mas felizmente vejo um homem
perfeitamente imperfeito, que é tão sagrado que se permite na condição de homem
chorar, não por ódio, mas por compaixão dos que por um breve momento puderam
ser seus companheiros de jornada, mas pelas vicissitudes humanas preferiram se manter
inertes na condição de animal que ainda não é capaz de enxergar sua capacidade
criadora de paz e bem.
Peço, pelo fragmento inútil da
criação que ainda sou, que o Divino Criador conceda, se for de Sua vontade, um
bálsamo de paz para este homem, que este tenha a perseverança de sempre e a
coragem de sempre fazer o bem. Peço não por amor, que seria injusto, mas por
crer que apesar dos caminhos dos homens de Deus serem tortuosos e obscuros, que
nosso Pai Celestial possa abraçar seu coração e lhe manter com a força e o vigor
que sempre teve. Para, assim na simplicidade da caridade Cristã que possamos
continuar nossa batalha contra nossas próprias imperfeições e pelo amor aos
filhos de Deus.
Depois de ter escrito que percebi a imagem que se encontra no altar diante de Santa Teresa.
"Santa Teresa foi freira, menina de doze anos, escreveu ao Senhor Meu Deus que este mundo é um engano...
Valei-me minha Santa Teresa, Valei-me a Santa Isabel, valei-me o Sol e a Lua e as estrelas do Céu"

Nenhum comentário:
Postar um comentário